Combater caça ilegal de golfinhos ainda é desafio no Peru

Desde década de 1990 o país proíbe a comercialização e consumo do cetáceo, porém continua a ter os maiores índices do mundo de morte desses animais. Uma solução para o problema pode estar no turismo.

Em fevereiro do ano passado, uma cena chocou os peruanos. Mais de 870 golfinhos foram encontrados mortos em uma praia do norte do país. Segundo um estudo de um instituto as causas da morte foram naturais.

O episódio chamou a atenção para as dificuldades para proteger os golfinhos que sofrem com a caça ilegal. Pelo menos 2 mil cetáceos são mortos por ano para consumo, nos mercados a carne chega a ser vendida com a alcunha de “porco do mar”

“No Peru temos os índices mais altos do mundo de caça ilegal de golfinhos”, diz o ativista e biólogo marinho alemão Stefan Austermühle, que trabalha desde os anos 1990 em atividades de proteção de baleias e golfinhos no país.

Uma das razões que levou à exploração dos golfinhos foi a queda de recursos pesqueiros em 1970. “Não tinham mais o que pescar, então pescavam golfinhos. Nos anos 1990, a caça chegou a níveis estimados de 20 mil golfinhos por ano”, diz Austermühle.

[lightbox full=”http://” title=”A costa peruana é um cenário privilegiado para a observação de golfinhos”][/lightbox]Em 1996, uma Lei que proibia a caça de golfinhos foi aprovada, mas a comercialização e o consumo dos golfinhos ainda continuam, ainda que em menor escala.



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